sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Relativismo Cultural

Esta observação - «culturas diferentes têm códigos morais diferentes» - pareceu a muitos pensadores ser a chave para compreender a moralidade. A ideia de verdade universal em ética, afirmam, é um mito. Tudo quanto existe são os costumes de sociedades diferentes. Não se pode dizer que estes costumes estão «corretos» ou «incorretos», pois isso implicaria ter um padrão independente de certo e errado pelo qual poderíamos julgá-los. Mas tal padrão não existe; todos os padrões são determinados por uma cultura.
James Rachels, Elementos de Filosofia Moral, Tradução F.J. Azevedo Gonçalves, Gradiva, Lisboa, 2004, pp. 35-36

sábado, 5 de janeiro de 2013

A IMAGEM ROMÂNTICA

Há outras coisas, Horácio,/ e a tua filosofia é barata,/ na verdade não custa fixar/ as coisas ideais à distância:/ terás vista panorâmica/ mas sempre a visão é polémica./ Gostava que alguém me mostrasse,/ mas não terei nunca garantia/ de que envelhecer faça sentido./ As pessoas prostram-se, queremos que nos digam/ porquê não haver luz nos seus rostos. Crestam/ os cravos, antes rubros. Não há modo/ de saber se as monarcas/ têm memórias arenosas de lagarta./ Tudo sucede dentro de estanques/ casulos, a seda é densa,/ não se faz ideia/ se isto acaba. Estrelas foscas/ correm, pessoas morrem, a vida/ é breve, impávido o/ real se esquiva a designar./ Comparar é colidir: o verbo/ talvez nos leve/ a mais nenhum sinal.
Margarida Vale de Gato, Mulher ao Mar, Mariposa Azual, 2010

Estreaba o horizonte

Amnistia Internacional